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 03/12/2006 a 09/12/2006

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VOU VIVENDO
 


Para começar, expresso minha primeira paixão: Gatos!

Amo felinos, e como não posso ter em casa as versões mais selvagens, crio gatos.

Sou proprietária do Gatil Baruk e minha paixão sugiu por acaso, na verdade destro de uma caixa de papelão...

Para iniciar meu blog, conto agora (no mesmo texto que está no site do Gatil Baruk), como começou minha paixão:

 

Como entender os caminhos de Deus?

Naquela terça-feira não fui trabalhar, pois precisava fazer uns exames e estava em casa.

Na hora de sair de casa o telefone tocou. Era minha sogra.

De forma resumida, ela me disse que havia em seu quintal uma caixa e dentro um bicho. A caixa estava ali, há uns dois dias, e quando a pegou para jogar fora, viu um par de olhos arregalados. Estava com medo achando ser um bicho silvestre, destes de comércio proibido. Ela achava que alguém, em algum momento de apuro, havia jogado a caixa e o bicho no quintal.

Liguei para meu marido (Sidinei) e lhe pedi que fosse verificar do que se tratava.

Pouco tempo depois o Sidinei me retornou a ligação:

- Audrey, acho que o bicho na caixa é um gato persa!

- Gato persa? No quintal da sua mãe?

- Eu acho que é... Tem uns olhos enormes arregalados... Só que está sem pêlo!

- Então não deve ser gato... Pode ser algum outro animal silvestre?

- Não se parece com mais nada... Vou levá-lo até aí para você ver.

Pouco depois, entra pela porta, dentro de uma caixa empunhada por Sidinei, o que seria o maior tesouro de nossa vida.

Era realmente um gato persa, sem pelo, com dermatite e todo judiado.

Tinha fome, dor de garganta, ouvido infeccionado, estava desidratado... Era na verdade horroroso!

Levamo-lo ao veterinário, a idade dele não pôde ser fixada, pois o desgaste dos dentes é que dá esta informação, e no persa não há este desgaste de forma decisiva para se fixar a idade. Seguimos todas as receitas. Ministramos todos os remédios e banhos.

A princípio, não demos um nome, pois nossa intenção era cuidar dele e doá-lo, pois já tínhamos duas gatas.

O tempo passou, o pelo foi crescendo, e as características da raça foi nos encantando.

O gato era simplesmente o máximo! Carinhoso, lento, dorminhoco, amigo.

Nesse período já não falávamos em doá-lo; esta palavra entre mim e meu marido, e, mediante acordo tácito e mudo, ficou-nos proibida.

O tempo foi passando... O gato foi ficando... ficando...

Faltava-lhe um nome.

Até hoje não sei por que escolhi Baruk.

De curiosidade procurei o significado do nome, e quase chorei quando descobri que vem do hebraico e significa: Mensageiro divino, anjo de Deus.

O Baruk era tão perfeito em temperamento e raça (mais tarde viemos a estudar a raça, e descobrimos ter achado um gato persa show da cor vermelha), que decidimos criar gatos. Já tínhamos duas fêmeas que amávamos: a Babi, uma doméstica rainha da casa, é um amor, contudo já tem uns cinco anos, está na crise de meia idade e anda meio ranzinza; a Meg, uma breeder patricinha na mesma cor do Baruk, que detesta dividir a liteira com outros gatos, o que sempre nos causa inconvenientes. 

 

Hoje o Baruk é o rei da casa!

Já participou de exposições e ganhou premiações de melhor da categoria. Em sua última participação na Exposição do Clube Brasileiro do Gato, em março/ 2006 recebeu o título de Campeão, o que muito nos orgulha.

Sabemos que um dia, da mesma forma que ele chegou, irá embora e apesar de ser um fato da vida, quando começamos a pensar no assunto a vontade é de chorar.

Se nos fosse dada a chance de satisfazer a apenas uma curiosidade, gostaríamos de saber sua história.

Ele fugiu? Foi abandonado? Roubado?

Às vezes ficamos apenas olhando para o Baruk, esperando, como se ele fosse nos contar sua história. Ele nos olha de volta, boceja e volta a dormir (em nossa cama, que ele acha que é dele!), provavelmente feliz da vida de estar bem alimentado, ter um teto e um lugar quentinho para dormir e dois adultos que ficam olhando, cheios de amor... ele dormir.

A Deus, só temos a agradecer este pequeno e peludo milagre.



Escrito por .... e viva a vida!!! às 14h31
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